Núcleo Museulógico

HARMONIA PERFEITA. HISTÓRIA, CULTURA E CERVEJA.

Dos primórdios ao início da produção industrial.

No 1.º piso do Museu da Cerveja, o Núcleo Museológico celebra o património da cerveja de Portugal e dos Países de Língua Oficial Portuguesa através de uma acervo histórico que dá a conhecer as raízes da cultura cervejeira nas suas variadas vertentes. Conta-se a história da cerveja, desde a sua origem, a sua evolução e história de consumo, até início da produção industrial ( séc.I a.C. até ao séc.XIX ). Passa-se depois por uma exposição dos produtores nacionais (Séc. XIX até à atualidade) Cerveja da Madeira; Melo Abreu dos Açores, Central de Cervejas e Super Bock; Font Salem e Sumol Compal. E, não se esquece a cerveja nos Países que falam português: uma irmandade de sabores, do Brasil, de Angola, de Moçambique, de Cabo Verde; da Guiné e de São Tomé.

Adega Monástica.

O Museu da Cerveja reconstituiu uma adega monástica, levando o visitante até aos séculos XVI ou XVII. Aqui, pode sentir-se o ambiente da produção de cerveja na ancestralidade, quando o tempo era feito de silêncios, de lentidão e de um duro labor artesanal.

 

Um tempo em que a cerveja era feita pelas mãos vigorosas de frades e monges. Um tempo longe da nossa memória, mas que aqui se pode imaginar.

A arte ligada à cerveja.

A cerveja sempre teve um importante papel na história e ao longo dos tempos foi representada na arte. O holandês Rembrandt pintou o seu “auto retrato com Saskia” com um copo de cerveja na mão.

 

E, Júlio Pomar, o nosso conceituado artista português, pintou-nos um Mural de Azulejos para ocupar uma das paredes do Museu da Cerveja. Hoje, obra de arte pública que pode ser contemplada por toda a comunidade e todos aqueles que nos visitam.

Inspirado nas culturas lusófonas, o Mural foi pintado como um motivo de entretenimento, número de saltimbancos, e espetáculo de rua. É um polo de Interesse acessível e pode ser contemplado por todos os que visitam a Praça mais emblemática de Lisboa. A obra foi caraterizada pelo autor, que também foi escritor, através do seu verso:

 

“O que há de ser

Que a língua pede?

– Dar de beber

A quem tem sede!

Nossa língua beija

Cinco Continentes

(todos diferentes)

– Manda vir Cerveja!”

Porque gostamos de ligar a cerveja à arte, acolhemos no nosso Núcleo Museológico várias exposições. Afinal, estamos na Praça que é das melhores “montras” de Lisboa.

“Sem arte morre-se de realidade”